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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Há dias em que faz falta retornar ao canto onde nos expomos sem sabermos muito bem até que ponto o fazemos.

Há dias em que faz falta retornar ao canto onde nos expomos sem sabermos muito bem até que ponto o fazemos.
Viver. Sobreviver. Morrer. O caminho faz-se seja como for desde que nele nos colocam. Ás vezes faz-se com um imenso vazio, sem deserto que o justifique, sem quiosque onde comprar cigarros para a alma. Ás vezes viaja-se em 1ª classe outra vezes apenas agarrados pelo lado de fora das portas do meio de transporte que nos obriga a continuar. Hoje vou nessa viagem e nem sol há para me aquecer os desvarios do corpo. 

 
 
 
A ideia do post era homenagear o meu actor. Mas estou outra vez com aquela sensação tão bem criada pelo Vitorino Nemésio: sinto a boca cheia de pedras.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

domingo, 5 de janeiro de 2014

Até um dia destes, Eusébio

Obrigada por teres sido objecto da minha admiração, desde que me lembro de mim.
Até um dias destes.
Abraço


Fonte: TPA

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sua Excelência Nelson Mandela, obrigada


"Eu lutei contra a dominação branca, e eu lutei contra a dominação negra. Eu nutri o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal que espero viver para alcançar. Mas, se for preciso, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer" 

Nelson Mandela

sábado, 16 de novembro de 2013

Não deve haver maior dor. Não deve haver maior sofrimento...


Está em câmara ardente uma miuda, antiga colega do meu filho mais velho.

Escrever este texto causa-me emoções contraditórias... por um lado, o desabafo, como se estivesse a pensar sozinha, dentro dos meus muros. Por outro lado, o pensar que os muros que me cercam são de vidro, daquele vidro frágil e transparente.

A ideia de morte resume-se em mim numa outra dimensão - saudade. A saudade, esse conceito tão nosso e de tão difícil tradução. Não voltar a ver. Não voltar a ouvir. Não voltar a abraçar.

Um dia, o padre Manuel disse que quando nascemos a mãe oferece-nos um berço...anos depois nós oferecemos-lhe um caixão. Doloroso será a mãe oferecer o berço e anos depois oferecer o caixão. Não deve haver maior dor. Não deve haver maior sofrimento...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Saudade, outra saudade, mais uma saudade

Como podemos não gostar de animais?
Como podemos não sentir "aquele" nó, quando nos deixam?

domingo, 27 de outubro de 2013

Lou Reed - Oh, such a perfect day, You just keep me hanging on...

«Reed foi um dos nomes mais influentes do rock, principalmente com os Velvet Underground.

As causas da morte não foram divulgadas, mas o músico tinha se submetido a um transplante de fígado em Maio.

Nascido em Brooklyn, Nova Iorque, a 2 de Março de 1942, Lou Reed fundou em 1964 os Velvet Underground com John Cale e Sterling Morrison. Ao trio juntou-se Maureen Tucker na bateria.

O primeiro álbum da banda, «The Velevet Underground and Nico», também conhecido pelo «disco da banana» devido à icónica capa de Andy Warhol, é considerado um dos álbums mais influentes do rock.

Após a saída de John Cale, em 1968, o grupo prosseguiu até 1971.

A solo, Lou Reed assinou trabalhos como «Transformer», «Berlin» e «Metal Machine Music».

Após uma travessia do deserto na década de 80, Reed regressou em grande forma com «New York», de 1989.

Nos anos 90 lançou mais dois discos: «Magic and Loss» e «Set the Twilight Reeling». «The Raven», de 2003, foi o seu derradeiro disco.

Recentemente, Lou Reed colaborou com os Metallica em «Lulu».»
Fonte: Diário Digital, 27/Setembro/2013

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Morreu António Ramos Rosa aos 88 anos




Vivi tanto
que já não tenho outra noção
de eternidade
que não seja a duração da minha vida

(Em Torno do Imponderável, 2012)





Fonte:Publico.pt 

Não posso adiar o amor para outro século

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração

(O Grito Claro, 1958)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Saudade ...mais uma saudade

Ás vezes permaneço absorta, em busca de explicações para explicar o inexplicável.
O ser humano julga-se o ser supremo, o criador da evolução e o senhor da modernidade. Sente-se portanto superior.

Gostava de entender como é possível não respeitar a dignidade dos outros seres vivos, como é possível magoar ou matar aqueles que nos acompanham e nos dão GRATUITAMENTE o seu afecto: os animais que levamos para casa, que acolhemos ou os de que nos servimos para melhorar a nossa vida... e pensando nisso vem a lágrima teimosa e inconveniente, salpicar-me o rosto de todos os dias.

Antes de ontem morreu mais um dos bichinhos que me acompanham quotidianamente. Tenho a certeza de que gostava de mim. Gostava de ficar na minha mão a receber mimos e respondia sempre ao meu chamado. Menos antes de ontem...
Era um rato fêmea. O meu rato. O rato que a minha família acarinhou. Tenho pena, muita pena dela. Tenho saudade e  a saudade é o mais doloroso de todos os sentimentos...



sábado, 16 de junho de 2012

Talvez....


(Talvez um dia chova...
chuva de gotas livres
e os braços doridos
hão de refrescar
deste sufoco de ausências...)