terça-feira, 25 de junho de 2013

Seguiremos

Este é um vídeo que foi feito pelo cantor Macaco (Daniel Carbonall) com trabalhadores e pacientes do 8ª andar (oncologia) do hospital infantil San Juan de Dios em Barcelona para recolher fundos para a investigação do cancro.


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Dizem que em cada Coisa uma Coisa Oculta Mora



Dizem que em cada coisa uma coisa oculta mora.
Sim, é ela própria, a coisa sem ser oculta,
Que mora nela.

Mas eu, com consciência e sensações e pensamento,
Serei como uma coisa?
Que há a mais ou a menos em mim?
Seria bom e feliz se eu fosse só o meu corpo -
Mas sou também outra coisa, mais ou menos que só isso.
Que coisa a mais ou a menos é que eu sou?

O vento sopra sem saber.
A planta vive sem saber.
Eu também vivo sem saber, mas sei que vivo.
Mas saberei que vivo, ou só saberei que o sei?
Nasço, vivo, morro por um destino em que não mando,
Sinto, penso, movo-me por uma força exterior a mim.
Então quem sou eu?

Sou, corpo e alma, o exterior de um interior qualquer?
Ou a minha alma é a consciência que a força universal
Tem do meu corpo por dentro,

ser diferente dos outros?
No meio de tudo onde estou eu?

Morto o meu corpo,
Desfeito o meu cérebro,
Em coisa abstracta, impessoal, sem forma,
Já não sente o eu que eu tenho,
Já não pensa com o meu cérebro

os pensamentos
que eu sinto meus,
Já não move pela minha vontade,

 as minhas mãos que eu movo. 

Cessarei assim? Não sei.
Se tiver de cessar assim, ter pena de assim cessar,
Não me tomará imortal.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
(Heterónimo de Fernando Pessoa
)

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Para todos os que amam os livros

Para todos os que amam os livros...só eles entenderão o colossal tamanho da mensagem implícita no filme de animação que partilho hoje.


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Quase

Hoje é quase o derradeiro dia da semana, é quase noite, é quase fim de mês... este som quase perfeito de uma quase guitarra, quase me transmite paz.


domingo, 5 de maio de 2013

Ontem, hoje, sempre...dia da Mãe




Lá fora o canto da passarada
as flores rebeldes e coloridas
é verde o campo e as colinas
o cheiro a paz e a enseada...

Mas o que importa minha mãe
és tu, doce deusa tão amada
Hoje o dia é teu e embora meu
não sou capaz de dizer nada...

Ergo os meus braços para o céu
e fico grata...muito grata



terça-feira, 23 de abril de 2013

Sons, ruídos e barulhos

Hoje debrucei-me sobre os ruídos ou barulhos. Diferente é pensar em sons, pelo menos para mim. Carrego no sentir positivo ou negativo de acordo com o que sinto.Será portanto barulho ou ruído tudo que me desagrade e som toda ou qualquer emissão que percebo através do ouvido desde que não me perturbe  minimamente.
Ponho por escrito o que de facto me incomoda sobremaneira: o barulho (ou ruído) das sirenes. Angustiam-me os tons intermitentes daquele azul desassossegado. Sufoca-me  ainda que nem sequer saiba QUEM está e como está, enlatado no furgão amarelo ou branco. Irrita-me não poder minorar a aflição dos outros. Aflije-me esta sensação de ser  impotente perante o sofrimento.
Também me incomodam os gritos. Perturba-me o conteúdo daquelas reportagens que ou/vemos na TV... aparecem sempre aquelas senhoras histéricas, aos gritos, ainda que o assunto não lhes diga respeito. Não as culpo a elas mas a quem lhes fornece gratuitamente, tempo de antena.
Há sons  e barulhos que se misturam e acabam por me perturbar por outros motivos: determinadas vozes, o choro compulsivo.
Não sei se este exercício de pensamento é saudável. Há uma semana que não coexisto com as minhas coisas e hoje, ainda que a palavra mãe continue a ser a mais importante, a pequena luz da esperança iluminou a obscuridade dos meus pensamentos e permitiu-me por alguns instantes, divagar.