Gosto da voz, quiçá tocada por uma pitadinha de hélio. É como se o microfone estivesse desvairado pela urgência de uma voz tatuada pelo tempo, ainda jovem. Gosto. Admito que gosto. É diferente.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
É preciso ser um dreamer
Aproximava-se lentamente. Cada passo, o custo supremo, como se o caminho fosse constituído por espaço sólido a três dimensões. O semblante triste e vazio.
- Então?
- Mais um dia!
A resposta seca de quem carrega inutilmente o pesado fardo da vida. Questionamo-nos tanto acerca da tudo, em busca da resposta e invariavelmente ela é vaga e confusa.
O dia parece cinzento e deprime. As cores da rua são difusas e o espaço torna-se igual a todos os espaços onde a vida parece ter perdido a alegria das cores. Em África isto não acontece. As cores garridas estão espalhadas mesmo nos lugares onde a miséria é um facto. Os cheiros são intensos. Tudo é intenso. Talvez seja este facto que confere a este famigerado continente a força dos exageros que o Homem comete.
A loucura verteu-se em cima do mundo. O reino de cá parece mais voltado para lá. As perspectivas de futuro esbatem-se no temor de dias piores.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Usos de uma máquina de escrever
Gostar de música clássica passa também por ter sentido de humor. Acho este vídeo uma verdadeira pérola.
domingo, 13 de janeiro de 2013
Longe de tudo estando perto do que existe
Longe de tudo estando perto do que existe é uma simbiose que o Homem desconhece por estar tão ocupado com o irrisório.
Ás vezes apetece fugir.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Arruma os braços
Arruma os braços.
Só crias embaraços em vez de bonitos laços.
Acerta antes os passos e pinta de azul os sargaços,
onde os teus madraços, se querem erguer.
Arruma os teus braços.
Não te deixes morrer.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Para 2013... o que nos resta?
Vamos estrear um ano... novinho em folha! Sei que já há quem o queira vilipendiar com injustiças, vinganças, supremacias... há quem lhe queira furtar a honra de uma estreia em grande...
Para 2013... o que nos resta?
Esperança, valha-me Deus, muita esperança. Afinal, somos feitos de ideias, (absurdas por vezes) e a esperança é uma ideia que torna possivel a sobrevivência.
Então só nos resta aproveitar o Ano que aí vem e ainda que com algumas avarias, creiamos que tem garantia e por isso tudo se há-de resolver.
Abraços, muitos.
domingo, 23 de dezembro de 2012
Boas Festas para toda a Humanidade
Para que conste, eu ainda gosto um pedacinho do Natal. Deve ser o meu lado infantil a sobrepor-se à razão de andar por casa que às vezes me move.
Ontem percorri a cidade a fotografar os Presépios de rua. Ainda vão tendo a vaca e o burro, contrariando as directrizes de Roma. Este, como podemos verificar, tem os holofotes a incidir sobre os animais visados na exoneração feita pelo Papa, ao imaginário bimilenar dos crentes.
Seja como for, aqui ficam os meus desejos de Boas Festas a toda a Humanidade
sábado, 15 de dezembro de 2012
Tudo está longe
O problema é que tudo que é importante está longe.
Está longe a dignidade dos outros; está longe a liberdade dos outros; os próprios "outros" estão longe. Estão longe dos afectos contidos dos incontidos sentires de vazio e de inércia.
Não há (e se calhar nunca houve) a capacidade de poder viver em comunhão com o próximo. Vive-se num profundo autismo em termos de respeito pelos demais.
Não há (e se calhar nunca houve) a capacidade de poder viver em comunhão com o próximo. Vive-se num profundo autismo em termos de respeito pelos demais.
Provavelmente sempre assim foi e eu, pobre Maria, tenho vivido nesta ignorância de não saber quem são afinal todos os outros ou na pior das hipóteses quem sou eu...
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Uma pedrada no mar
Parece? ...mas não é!
Haverá alguma guerra que não seja absurda? Até as que travamos connosco próprios o são. Para quê erguer barricadas se a nossa posição relativa é arbitrária? Na verdade, a opinião pública é passível de ser baralhada porque a argumentação pode em si mesma ser sempre paradoxal. Tudo depende do prisma do observador e da sua condição pessoal e social. Por mim vejo que não consigo deixar de ver sempre os dois lados. Ambos perdem razão sempre que respondem...ambos têm razão sempre que se justificam.
Haverá sempre diferendos culturais porque o Homem é resistente à "cultura do outro".
Haverá sempre uma razão invisível para desencadear este desassossego permanente que é a vida.
Haverá sempre diferendos culturais porque o Homem é resistente à "cultura do outro".
Haverá sempre uma razão invisível para desencadear este desassossego permanente que é a vida.
Não me apetece falar.
Também não me apetece sentir, nem decidir, nem participar em nada que não seja a busca da minha própria paz. E por isso finjo uma pedrada no mar.
Parece? ... mas não é!
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
É bom
É bom habitar na nossa intimidade... é um sentimento que rasga a ausência física que nos atormenta.
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