Há dias em que faz falta retornar ao canto onde nos expomos sem sabermos muito bem até que ponto o fazemos.
Viver. Sobreviver. Morrer. O caminho faz-se seja como for desde que nele nos colocam. Ás vezes faz-se com um imenso vazio, sem deserto que o justifique, sem quiosque onde comprar cigarros para a alma. Ás vezes viaja-se em 1ª classe outra vezes apenas agarrados pelo lado de fora das portas do meio de transporte que nos obriga a continuar. Hoje vou nessa viagem e nem sol há para me aquecer os desvarios do corpo.
A ideia do post era homenagear o meu actor. Mas estou outra vez com aquela sensação tão bem criada pelo Vitorino Nemésio: sinto a boca cheia de pedras.